quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Medalhas de honra

"Nós estávamos sentadas almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'. 'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?' 'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro. 'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .' Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma marca emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável. Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer. Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor roupa sem hesitar nem por um instante. Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem. Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro. Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe. Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida, não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles. Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra. O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas. Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados. Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos. Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos. 'Você jamais se arrependerá', digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus que é ser Mãe."

Autora desconhecida

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009



Olha só o Theozinho, que gostosura!!!

Rotina now!!!!

Gente, sabia que ter filho dava trabalho, mas não imaginava que era assim. É tanto detalhe que às vezes me perco, esqueço. Acho que estou aprendendo a ser mais compreensiva comigo mesmo. Reconheço que muitas vezes sou intolerante, quero que tudo esteja perfeito. Tô relaxando. Se hoje esqueci de dar a vitamina pro Theo, paciência. Se amanhã passar meia hora do horário do banho, fazer o quê?

É necessário, sim, criar uma rotina. E isso estamos tentando fazer, ainda que seja um pouco difícil quando se tem um neném insaciável e que mama no peito. Mas estou tentando, na medida do possível. E quero que ele leve essa rotinazinha quando estiver maiorzinho. Concordo com o Dr. Içami Tiba quando ele diz que a criança também deve se adaptar à família que a recebe. É claro que nossa vida muda por completo, mas não podemos deixar que nossos filhos determinem como é que vai ser tudo.

O Theo vai fazer 3 meses, em março do ano que vem volto a trabalhar, então tudo o que faço hoje, já faço pensando em como será quando não estiver 24h com ele. Principalmente com relação aos horários de banho, de dormir. De alimentação ainda não, por que a amamentação é livre demanda, e não tem como estabelecer horários. Tudo vai ficar mais fácil quando ele estiver comendo comidinha de sal, mamando na mamadeira, mas isso no seu tempo.

Não esqueci das dicas que fiquei devendo, não. Mas é que ainda está difícil parar para selecionar o que vou escrever, relacionar tudo. Assim que tudo se organizar mais eu prometo que posto.
Bjs

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Comecinho difícil...

Gente, agradeço a Deus por minha mãe existir, e de estar comigo esse tempo todo. Sou plenamente consciente do meu privilégio. Nem todas tem esse apoio. Samuel ajuda como pode, mas não posso exigir que ele acorde de madrugada pra me ajudar, já que ele tem que estar de pé às 5h e pouca da manhã pra trabalhar. Não acho justo. Eu passo as madrugadas acordada mas posso dormir mais tarde.

Nessas horas minha mãe entra em cena, e me dá uma grande ajuda. De madrugada quando não aguento mais de sono, passo o Theo pra ela. Ela o faz arrotar, troca a fralda, põe pra dormir de novo, essas coisas que necessariamente não precisa ser a mãe, já que não podemos emprestar nosso peito. Então volto pra dormir.

Tá certo que de manhã estamos quebradas, as duas, mas ela faz tudo com prazer. Tenta colocar o Theo numa rotina. Hora certa pra tudo. No começo nem sempre dá certo. Ele acorda fora de horário, dorme demais... Mas a gente tá tentando, e tem conseguido.

Como o Theo mama demais, em intervalos curtíssimos (2h em 2h, no máximo) tenho leite em abundância por causa do estímulo contínuo. Quanto a isso não tenho do que reclamar. Mas realmente ficamos a disposição deles.

E o Theo está acostumando com a vovó. No dia em que ela não dormiu aqui, achei que ele sentiu um pouco. Um pouco não, muito. Fez serão a noite toda e sobrou pra mim. E eu estava com um sono daqueles. Resultado: noite estressante, eu com muito sono, Theo acordado direto. Dava de mamar e chorava de sono. Não quis acordar Samuel, e ele também não acordou. Então... fazer o quê, né??

Mas tenho descansado mais. Agora entendi que a casa pode esperar, que eu posso esperar. Quando dá tiro logo um cochilo. Tenho dormido cedo, com as galinhas. Ficamos em segundo plano mesmo. Tomo banho quando dá. Às vezes tenho que sair do banho às pressas porque o Theo está esgoelando de fome. E o pior que dou o peito e corro pra fazer as coisas. Mas ele é insaciável. E não tenho dúvidas de que meu leite o está sustentando. Basta ver como tem crescido e engordado. O peso e o tamanho estão totalmente além da idade dele. É um bitelão!

O engraçado é voce se dar conta que o neném requer cuidados variados. Minha ficha demorou de cair. Passar pomadinha nas (muitas!!) dobrinhas do Theo, limpar a orelhinha, a boquinha, o narizinho, nossa como dá trabalho. Mas é recompensador.

No livro que tenho, tô pulando do capítulo de 1 mês, para o segundo, terceiro mês, de tão desenvolvido que o Theo está. Durinho, durinho, nem parece que é novinho. Nem fez 2 meses e já fica balbuciando, sorrindo pra gente. Impressionante como me reconhece. E reconhece o pai também, fica bobo olhando pra ele. Reclama se a gente pára de fazer alguma coisa que ele gosta, como cantar uma música. Presta atenção quando a gente conversa com ele. Muito lindo o meu filhote!!!

Um conselho que dou: temos que ter muita paciência e procurar entender que naqueles primeiros seis meses de vida, somos exclusivamente do nosso bebê. Não custa muito, passa logo. São seis meses impotantíssimos, que vão refletir numa vida toda. Claro que conseguimos encontrar um tempinho pra ficar a sós com o marido, ir no shopping bater perna, num salão de vez em quando, postar no blog, mas ele está sim em primeiro lugar. Quando a gente entende isso e aceita, tudo melhora, pode crer!

A chegada do bebê!!

Como disse, minha gravidez foi maravilhosa, não tive do que reclamar. Também deu tudo certo no parto, apesar de não ter sido normal como eu queria. Mas a cesárea não é um bicho de sete cabeças, e o principal de tudo é que nosso filho nasça saudável, que corra tudo bem no parto, tanto com a gente quanto com ele, e que ele possa ir pra casa com a gente.

Mas aí chega o dia da alta. Estava ansiosa para que o Theo conhecesse sua casa nova, o seu quartinho, que passei meses bolando, preparando. Imaginava ele ali dormindo feliz e tranquilo naquele bercinho, chorando de vez em quando para mamar e trocar a fraldinha.

Estamos de alta! Obaaaa!!! Vamos pra casa. Me arrumei, e tratei de botar logo minha calça jeans. Tudo bem que era de grávida, mas era uma calça jeans. Comprei uma blusa legal, porque tava enjoada das minhas batinhas, e lá fui eu toda, toda, levando meu baby pra casa. Eu, Samuel e minha mãe. Na saída uma enfeirmeira foi chamada a nos acompanhar e foi logo perguntando: cadê a mãe?? Como assim? Eu sou a mãe! Ela ficou impressionada, disse que eu estava com uma cara ótima, toda elegante, e que segurava o neném como alguém experiente. Adorei o elogio, é claro! Seguimos até a saída, nós e aquele monte de bagagem: mala da mãe e do pai, mala do Theo, bolsa, lembrancinhas, quadro "Cheguei", presentes, nossa, como nossa bagagem aumenta quando temos um bebê.

Chegou a hora de estrearmos a cadeirinha do carro. Sim, porque não gosto que o Theo ande nos braços. Ela foi comprada semanas antes do Theo chegar, já pensando nisso: a saída da maternidade. Com certeza é mais seguro. Mas confesso que achei que o neném ficaria melhor acomodado. A enfermeira nos ajudou a colocá-lo na cadeirinha, e lá fomos nós, atravessando a cidade, rumo a nossa casa. Demos uma paradinha na casa da Vovó Dedete, para que o vovô, a dinda e o priminho Matheus vissem o Theo. Deixamos a vovó, que iria fazer exame naquela tarde, e fomos pra casa.

Deu tudo certo no caminho. O Theo dormiu o tempo todo. Chegamos famintos, tinha um almoço gostoso nos esperando, e ali começou nossa nova rotina. Mamar, mamar, dormir, mamar, trocar fralda, tomar banho, trocar fralda, arrotar. Não necessariamente nessa ordem.

O bico dos seios ferido, dor na hora de amamentar, visitas e mais visitas. Êita começo difícil. O pior que eu estava num gás danado, elétrica, a gota d'água para que todos achassem que eu não precisasse relaxar, descansar... Ufa, mas tá passando. As coisas estão entrando nos eixos.

Quando lembro daquele período, me vem logo à mente aquela manhã em que, deitada na minha cama, amamentava o Theozinho, olhando pra ele embasbacada. Samuel tomava banho. Naquele momento não pude conter as lágrimas que, insistentes, escorriam dos meus olhos. Me dei conta do milagre que estava em meus braços, da benção que Deus desceu sobre nós, e de que agora era real o maior sonho da minha vida: meu filho!

E assim vou contando aqui, aos poucos, como está sendo minha nova vida! Até mais!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ufa!

Sei que tenho andado afastada do blog, mas é que o Theozinho não larga do peito. Tem um apetite de leão. E eu que pensei que os intervalos das mamadas seriam de 3h em 3h... É, assim mesmo como dizem nos livros. Olha, teoria pouca é bobagem quando a gente se depara com a realidade. O Theo às vezes mama de 30min em 30min. Não dorme nem 20min. Ou então de 2h em 2h e dorme 3h seguidas. Depende dele. Amamentação por livre demanda é assim.

Tinha tudo muito organizado na minha cabeça, planejado mesmo. Mas nem tudo tenho conseguido botar em prática. Agora, com o Theo perto de completar 2 meses é que as coisas tem melhorado. Filho muda a vida da gente. E não é pouco não. Principalmente de nós, mamães. E pra aquelas que amamentam então. Somos integralmente de nossos bebês, em regime de exclusividade! Confesso que no começo foi um pouco difícil pra mim. Sou muito independente, acostumada a sair, resolver tudo. Entender que até os 6 meses é o Theo quem vai ditar o ritmo foi um pouco complicado. Mas aora tô tranquila e aceitando numa boa. Isso é ser mãe!

Vou voltar pra contar tudo com calma, mas posso adiantar que os primeiros dias são difíceis sim. São de adaptação pra todo mundo. A ficha demora um pouco a cair. Comigo foi assim.

Tive uma recuperação maravilhosa. Não tenho do que reclamar. Muito melhor do que esperava.
Perdi peso muito rápido: 12kg em 12 dias. Já estou entrando nas minhas roupas. Na verdade elas estão ficando um pouco folgadas. Sim. Amamentar ajuda a emagrecer. A cicatrização da cesárea também foi tranquila. Tô usando uma pomadinha pra ajudar a afinar a cicatriz, até sumir, quer dizer ficar bem fininha. Voltei a dirigir rapidinho. Minha médica só liberou após 1 mês, mas na necessidade... Acho que com 15 dias já ia rapidinho no mercado aqui perto de casa. O bico dos meus seios que feriram no começo agora estão "calejados" e tem o formato da boquinha do Theo. Aquela boquinha que vem com tudo, chega perto e dá um "bote". Parece guiado por radar. As dificuldades do começo (graças!!!) não existem mais, e hoje amamentar é gostoso, um momento só nosso. Ah, mas quando estou com sono as coisas não são bem assim...

No mais tenho procurado criar uma rotinha pro Theo. Aliás, pra mim também, pra sobrar tempo pras outras coisinhas. Se sobrar, porque (agora compreendi!) meu tempo primeiro é pro meu filho. E ele tá ficando a coisa mais gostosa e rechonchuda desse mundo. Graças ao leitinho da mamãe. Recuperou o peso que perdeu e ganhou uns extras. Na última consulta com a pediatra, com 1 mês de vida Theo estava pesando 5,020kg. Ganhou 1,300kg em um mês; 45g por dia (15g a mais do que o normal, que é 30g). Sinal de que tá dando tudo certo.

Tenho várias dicas, várias sugestões, muita coisa pra contar, mas tem que ser aos poucos. Coisa que funciona, coisa que não funciona, coisa que é pura ilusão...

Mas uma coisa posso adiantar: ser mãe é a melhor coisa do mundo!!!!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Parabéns!!!! Hoje o Theo faz 1 mês!!

19/10/09. Hj o Theo está completando 1 mês de vida aqui fora... Às vezes olho pra ele e acho que ele já tem uns 2, 3 meses, de tão grande e experto!! Tá ficando cada dia mais pesado. Também, pudera: mama de hora em hora. E eu, aos poucos, vou sumindo...
Estamos nos adaptando à nova vida: nós e o Theo. Mas aos poucos as coisas estão entrando nos eixos. Meu pimpolho tá começando a dormir mais, já consigo dar pequenas fugidas pra resolver alguma coisa na rua. Enfim, é o processo normal que todo mundo passa quando recebe mais um membro na família. É cansativo mas compensador ver aquela carinha, aqueles olhinhos, toda aquela gostosura e pensar que é um pedacinho de voce.
Hoje páro pra pensar e me pergunto como pude viver sem ele por todo esse tempo. Agora a vida é antes e depois do nosso filhinho.
Parabéns Theozinho!!!! Ah, e vai ter bolo sim!!!